Por Raquel de Freitas As religiões de matriz africana sempre sobreviveram sob ataque. Primeiro vieram a escravidão, a perseguição colonial, a criminalização policial, a demonização das entidades e o racismo religioso institucionalizado. Terreiros foram invadidos, objetos sagrados destruídos e sacerdotes tratados como criminosos por sustentarem saberes africanos em território brasileiro. Mas o tempo mudou a forma da violência. Hoje, um novo processo de colonização atravessa os terreiros: mais silencioso, mais sofisticado e...